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As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade?
Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



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Carlos Linhares
Sustentabilidade: yes, we can
Por Carlos Linhares

A mega crise faz aniversário este mês, deixou imensas marcas na vida econômica, política e social do planeta. Sofremos muito com seus desdobramentos, mas o curioso foi perceber em meio aquela onda de perdas financeiras os questionamentos sobre valores, ética, regulamentação e responsabilidade.

Muitos se questionavam sobre a fragilidade dos meios de proteção dos riscos. Afinal, quando as bolhas estouraram e o caos começou, o mundo organizacional já possuía regulamentos, conselhos fiscais, accountability, governança corporativa e outros dispostivos. Mas na hora H pareceram insípidos, inodoros e ineficazes. Foi preciso rever as coisas e repensar dispostivos. Acendeu-se a lâmpada da ética da responsabilização.

A irresponsabilidade dos gestores do mercado financeiro permitiu empréstimos sem lastro a rodo, promovendo bolhas, difundindo a cultura ilusionista da produção de riqueza sem trabalho, moveu a usina de papéis podres, sem lastro, fazendo regredir o comércio mundial, causando encolhimento dos PIB’s das economias, lançando o sistema financeiro num atoleiro e gerando a contração das economias dos países desenvolvidos e promovendo incertezas e queda da qualidade de vida por toda parte. É esta irresponsabilidade que alimenta à insensibilidade em relação à cultura da sustentabilidade.

Mas nosso artigo homenageia o novo, a nova força moral que gera empowerment. Observamos sua ação em meio à crise, escutando o mantra da campanha presidencial de Barack Obama, Yes, we can, uma bela frase de empowerment, que se alastrava pelos celulares, emails, torpedos, sites e todo tipo de espaço virtual.

Aliás, uma campanha inovadora, que trouxe à tona o protagonismo da turma jovem, também denominda de geração Y, que tem um jeito singular de encarar a vida no trabalho. Uma turma numerosa que foi cativada pelo discurso verde de Obama e suas plataformas vinculadas à sustentabilidade.

Os dirigentes do marketing eleitoral da campanha de Obama souberam decodificar a força dos Yy, abraçaram a novidade e se tornaram parceiros. Cooptando a desconhecida capilaridade dos jovens, conseguiram uma potente rede bem estruturada, que teve o mérito de dar a vitória ao presidente negro dos EUA. Quem trabalha com sustentabilidade precisa tomar estas lições de empoderamento.

O Terceiro Setor já conta com inumeráveis agentes da geração Yy. Geração Y, grosso modo, é formada por pessoas nascidas na primeira metade dos anos 80 e que entraram no mercado de trabalho com um jeito de ser específico: uma imensa familiaridade com a tecnologia, um foco na carreira maior que na empresa e uma simpatia gratuita pela questão da sustentabilidade.

Entender como pensam os Yy e pegar carona no seu jeito de empoderar, ver de perto suas características, forças e assimilar novos códigos de mudança e, mais ainda, de esperança é um desafio aos operadores do Terceiro Setor.

Quem simpatiza com a cultura da sustentabilidade precisa prestar atenção a figuras da mídia como o jornalista Marcelo Tas, âncora do CQC, programa campeão de audiência. Tas é da geração X e está cercado de jovens Yy: “empoderam-se” e geram um sucesso de mídia que tem a ver com a combinação entre a experiência do sênior com as novas cabeças. Pode ser uma trilha rumo ao empowerment.

Ninguém acreditaria 10 anos atrás que estes jovens Yy pudessem ter este poder, mas yes, we can. Ninguém acreditaria que processos industriais limpos, ainda que mais complexos e caros, passariam a agregar valor ao produto final, que empresas poluidoras passariam a ser associadas à ineficácia e ao atraso. Mas a sustentabilidade, ainda bem, se empoderou.

Ninguém acreditaria 20 anos atrás que a equação de produzir irresponsavelmente, sem prestar contas sobre seu processo, sujando agora para limpar, talvez, depois, pagando mais caro, não se sustenta nem convence a uma geração que acredita que sustentabilidade, yes, we, can.

Junto com o empowerment de Obama, a governança mundial se dilatou: de G8 pulou para G20, abrindo voz e vez a mais países, acolhendo constrangedores feedbacks e dilatando a idéia de consenso.

Sustentabilidade, ética, idéias inspiradoras sobre respeito ao meio-ambiente: yes, we, can.


Carlos Linhares

Consultor de Empresas, psicólogo, mestre e doutor em Ciências Sociais pela UFBA. Integra a Linhares Bahia Consultores. - www.carloslinharesconsultoria.com.br

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