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Em discurso pronunciado na Câmara dos Comuns, em Londres, no dia 11 de novembro de 1947, já consagrado como estadista do mundo, Winston Churchill proclamou a fórmula que se tornou famosa: "A democracia é o pior sistema de governo, à exceção de todos os outros que existiram na história".
Quase 65 anos depois, quando tanto se fala na crise da democracia representativa, precisamos abrir novas fronteiras para o fortalecimento do regime democrático, com a construção de um novo modelo de Estado e de administração pública, capaz de reaproximar o cidadão do centro das decisões políticas, na transição necessária à edificação de uma democracia participativa.
Passando do pensamento à ação, é exatamente esta a ideia-motriz do Movimento Minas, abrindo à cidadania, em interface com o Facebook, com o Twitter e com outras redes sociais, um espaço para que todos possam participar diretamente e influir nos programas, projetos e ações do governo de Minas. Seu site na internet já pode ser acessado no endereço www.movimentominas.com.br.
Evidentemente, uma iniciativa assim ousada e inovadora no campo da administração pública não poderia surgir por um "passe de mágica". Na realidade, desde 2003, com o "choque de gestão" promovido logo no início do governo Aécio Neves, a filosofia e a prática da gestão pública em Minas Gerais mudaram profundamente.
Esse processo de mudança foi ainda mais aprofundado no ano de 2007, com a implantação do "Estado de Resultados", programa com o objetivo de avaliar com rigor a execução das políticas públicas no atendimento aos interesses e às demandas da população.
Tal reestruturação do Estado, cujos benefícios para a sociedade têm sido reconhecidos por prestigiosos organismos internacionais, como o Banco Mundial, permitiu-nos dar o passo seguinte, com vistas a fortalecer e sustentar o grande objetivo que orienta o novo modelo mineiro de gestão: o de democratizar, efetivamente, o exercício do poder público e político em Minas Gerais.
Com essa determinação, lançamos em 2011 o programa "Estado em Redes", ou seja, a integração dos órgãos e entidades da administração pública de Minas em sistemas setoriais, agrupados em quatro áreas básicas de atuação: governança institucional; planejamento, gestão e finanças; direitos sociais e cidadania; e desenvolvimento sustentável. Esses sistemas se articulam institucionalmente, interagindo com órgãos de outras esferas federativas e com a sociedade civil.
Com o decidido propósito de ampliar a participação cidadã na gestão de governo, o "Estado em Redes" dá nascimento, agora, ao Movimento Minas, que propõe dez grandes desafios para o desenvolvimento social e econômico do Estado, utilizando, na busca de novas ideias, críticas e propostas, o formidável instrumento de comunicação instantânea e interativa propiciado pela internet.
Esse é, portanto, um canal para toda a sociedade mineira pensar no futuro do Estado, fazendo o governo de Minas o convite para que todos participem desse novo modelo de gestão pública.
Nesse novo marco histórico, o desafio que tenho proposto aos líderes políticos, técnicos e servidores do governo é o de não apenas gerenciar os resultados entregues pelo Estado, mas também direcionar o olhar governamental para o que é percebido pelos cidadãos.
Como já afirmava Guimarães Rosa, "Minas são muitas", sendo, em síntese, um autêntico retrato do Brasil, com sua diversidade, seus avanços e desafios. Os novos êxitos que Minas alcançar nessa experiência inovadora de gestão pública haverão de servir mais ainda ao próprio país, pelo fortalecimento da ordem republicana e democrática.
Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, no dia 13 de julho de 2011.
Governador do estado de Minas Gerais pelo PSDB.
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